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Por acaso aquilo que eu mais gosto no Natal até é o consumismo

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

1 micoses
 Eu tive o azar de nascer numa família muito pouco... vá familiar. A modos que, de há uns anos para cá, a minha mãe decidiu que o Natal perfeito é mesmo só nós as duas. Realmente há menos discussões com o restante parentesco, mas há mais com ela e, na verdade, quando não há, é uma seca. Ora portanto o Natal é aquela noite que eu realmente dispensava. Até gosto da comida da época, mas diria que bacalhau e peru pode comer-se em todo o ano.
 Por acaso aquilo que eu mais gosto no Natal até é o consumismo. Gosto:

1. De comprar presentes para os outros oferecerem. Vocês nem sonham o dom que eu tenho para fazer isso. As namoradas dos meus amigos adoram os meus presentes. Este ano até já me pediram para abrir um consultório de prendas online. É uma pena que não hajam profissões neste âmbito que eu havia de chegar a Compradora-De-Presentes Senior muito rapidamente.

2. De embrulhar os presentes. Outro dom. Este ano atingi um nível superior com um presente embrulhado em folhas de uma revista. Seleccionei especialmente uma foto do Enrique Iglésias e coloquei estrategicamente o laço na tola do moço. Realmente sou parva em não ter tirado fotografias, podia iniciar um portefólio muito interessante para anexar no meu currículo.

3. De comprar presentes para mim. Diz-se que em casa de ferreiro, mesa de pau ou lá o que é. Isto para dizer que eu gosto de planear com muita antecedência e atenção os presentes para os outros, mas o karma em retribuir-me fazendo-me receber tipo... dinheiro e chocolates. E como ninguém me conhece melhor do que eu, normalmente o melhor presente é sempre aquele que vem De: mim Para: mim.

4. De receber presentes. É raro eu receber um presente daqueles todos embrulhadinhos que se deixam a marinar debaixo da árvore uma semana antes do Natal. Já referi que o que recebo mais é dinheiro e chocolates e há sempre um ou dois presentes da minha mãe comprados com o seguinte método: ela pergunta-me o que é que eu quero, eu digo, e ela diz-me pra eu ir comprar que depois ela paga-me. Eu adorava dizer-vos que o meu Natal é super mágico e que no mínimo a minha mãe tem a capacidade de me oferecer um batom da marca que eu quero na cor que eu quero, mas não. De todo, não. Ao menos com isto, este é sempre o segundo melhor presente da noite quando ainda o compro antes da noite de Natal.

 E pronto, é a isto que se resume o Natal para mim. Um dia talvez venha a ter filhos primos afastados e vou-lhes ensinar isto desde cedo: as pessoas são falsas e no Natal continuam a ser falsas, a missa é uma seca e uma cambada de mentiras; só continuamos a comemorar o aniversário de Cristo porque ainda temos esperança que ele apareça lá em casa pra transformar a água em vinho. Aproveitem é para comer e beber, que isso sim é o lado bom do Natal.



Isto não é um post anti-religião

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

1 micoses
 É só pra dizer que acho a arte sacra feia e aborrecida.
 Consigo tolerar que me digam que Deus existe, que ir à igreja faz bem e etceteras desse género, mas não consigo aceitar um "esta igreja é mesmo bonita". Epah, não é. Parece tudo ter centenas de anos em cima, nunca gostei muito da cor dourada e ainda menos dela em enfeites rococó pelas paredes, acho simplesmente grotesco a figura do jovem esquelético todo partido espetado numa cruz e com cara de sofrimento, todas as imagens de santos parecem-me infelizes e cheios de dor, cheira a pó e a esquisito e as músicas... epah as músicas... tanta perseguição aos Black Sabbath, aos Rolling Stones, até à Lady Gaga se for preciso porque são todos satânicos e têm pactos com o diabo para fazerem sucesso no Mundo musical, mas depois esses cânticos cheios de repetitivos "Aleluia" e "Hosana" é o melhor que vocês conseguem? Isso não é um bocadinho dor de cotovelo?
 Eu faço parte daquele team que acha que a palavra "tradição" não é suficiente para argumentar a favor das touradas. Da mesma maneira também não acho que essa palavra consiga defender o porquê da igreja (neste caso em específico, a católica) ter parado no tempo, e há que tempo. Não devia ser preciso ser tão old-fashion para se manter a espiritualidade em dia.

Casórios

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

1 micoses
 Domingo foi dia de casório. Já não ia a um há mais que séculos mas tenho ideia de ter pensado exactamente o mesmo que pensei neste último: os casamentos são a tradição mais medieval e bimbalhona que existe. Pelo menos em Portugal, não faço ideia como será a tradição noutras culturas (de facto devia pesquisar sobre isso).
 Nada contra o casamento em si. É um acto simbólico como qualquer outro. Mas todo o evento é tão... sei lá... tão "meh".
 Primeiro, os vestidos de noiva parecem-me sempre todos iguais. Eu tenho sempre de desejar as felicidades à noiva em vez de um típico "estás tão linda, que orgulho" porque me sinto a mentir. Os vestidos são sempre compridos, brancos e variam muito pouco entre alternativas de renda/brilhantes/com ou sem véu/um pouco mais branco ou um pouco mais pérola/com ou sem alças. Juro que quando vi a noiva achei que o vestido dela era igual ao que a minha irmã teve - o que duvido muito, mas eram dois vestidos branco/pérola/beige/cor-pastel-qualquer-a-remeter-para-uma-falsa-pureza, sem alças e com véu. Coisa mais aborrecida.
 Juro que se algum dia acontecer essa coisa que eu me casar - não, não me vou armar em coitadinha e queixar-me que vou ficar pra tia, estou muito bem, obrigado, mas casamento é outra conversa - eu vou de saia curta. A minha avó há-de achar uma vergonha ir de perna à mostra à igreja se calhar vai achar mais vergonha que o casamento nem seja pela igreja mas pronto mas não há-de haver viv'alma naquele casório que ache que o meu vestido era parecido com o da prima Verinha e, essencialmente, que não se lembre, que a Maria Amêndoa casou com vestido de saia curta.
 Depois outro problema que me faz ali grande confusão é a quantidade gigantesca de comida que se serve. Não gosto nada de ouvir as pessoas dizerem que a melhor parte dos casamentos é comer até rebentar, porque o casamento devia ser outra coisa e não me façam usar palavras fofinhas!
 E tirando isso, é tudo o resto: a chatice de receber a família toda em casa - os mais próximos é sempre bom, mas receber também os tios dos primos da madrinha da sobrinha da avó Zezinha e mais os primos da França e o caralho a quatro todos ali em casa a choramingar e a gemer "ai filha que tás tão linda" é para mim o filme de terror mais assustador alguma vez visto.
 E a segunda parte desse filme de terror é a parte de se ter de tirar mil fotografias em cada segundo. Impressão minha ou os casamentos só existem por causa do lobby fotográfico? Tiram-se fotos durante a manhã toda à noiva a vestir-se, e tiram-se fotos ainda em casa na recepção aos convidados, e depois é durante a missa toda, e depois é quando se assina o livro, e depois é à porta da igreja com as várias combinações de convidados possíveis, e depois é a ir para o copo d'água num carro chique alugado... Epah, que massada. Não conheço nenhum noivo que não se queixe de não ter aproveitado quase nada do seu casamento porque não podia estar 2 min sentado sem o chamarem para tirar fotografias. Eu sei que é um dia único com sorte, mas NÃO É PRECISO TAAAAANTO.
 E depois todas as tradições são iguais de casamento para casamento. É o tema do casamento, que se aplica às várias mesas dos convidados; é o bolo da noiva que é sempre branco, com andares, e com 2 miniaturas de noivos em cima; é o atirar do ramo da noiva às moças solteiras; é o Dj a passar os maiores clássicos do Martinho da Vila; e depois as modas do karaoke, do fogo de artifício, da demonstração de um powerpoint com fotos dos noivos desde bebés e uma música do Ed Sherran no fundo...
 E o que mais me irrita é que quando alguém se quiser armar em original, o seu casamento vai ser considerado uma porcaria. Porque o padrão é este, e a verdade é que o casamento é muito mais feito para as velhas da família que nos disseram que se não aprendessemos ponto de cruz nunca íamos arranjar marido a família e não para os noivos em si. E o que achariam as famílias se a noiva levasse um vestido roxo psicadélico?
 Pois.

O Natal é como a Color Run

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

1 micoses
 A Color Run é aquele evento que tem intenções capitalistas mascaradas sob um objectivo de "felicidade". "Os 5 km mais felizes da tua vida" é o slogan que promove uma ocasião que consiste em pagar (e não é pouco, na minha opinião) para participar numa corridinha leve enquanto se leva com tinta colorida em pó pelas trombas ao som de música de qualidade duvidosó-comercialóide. Assim de repente não me lembro de uma forma mais totó de torrar dinheiro (ok, talvez esta aqui).
 Mesmo assim, não sou anti-color run. Porque acho que, pelo menos, é uma iniciativa que faz o pessoal tirar a peida do sofá durante umas horinhas para dar uma corridinha/caminhada leve e passar algum tempo de boa disposição com os amigos.
 O Natal é muito assim também - o objectivo é passar tempo em família mas "obriga" o pessoal gastar dinheiro desnecessário em pelos menos duas refeições com comida a mais do que seria precisa, em prendas que muitas vezes não são mais do que cordialidades e nem nos esforçámos por efectivamente agradar à pessoa (e/ou a pessoa a quem oferecemos nem nos agrada nada).
 Mas, de certa forma, considero que o Natal é pior. À color run, ainda assim, só vai quem quer. Ao Natal têm de ir todos. É feriado, as ruas estão enfeitadas desde Outubro a antever o que vai acontecer; todos os amigos, familiares e essencialmente crianças não se calam com isso e por mais que uma pessoa se queira revoltar e dizer "Este ano não há Natal para ninguém" não pode. As redes sociais enchem-se de fotografias de árvores de Natal (boa, pessoas! Vocês têm uma árvore de Natal, nunca imaginei, POR FAVOR publiquem fotos das mesmas vistas de mais ângulos, ok?), de mesas postas com guardanapos festivos, de prendas, da família toda reunida.
 Com as fotografias das color run qualquer pessoa ainda aguenta, mas para quem feliz ou infelizmente não tem uma família reunida na mesa da consoada, não recebe prendas, às vezes nem tem possibilidade de ter uma árvore de Natal, este feriado passa uma mensagem de "A tua vida é uma caca, passa-se alguma coisa de errado contigo porque tu devias estar a passar esta noite como as outras pessoas todas" que é muito dificil de não se fazer sentir.
 E depois no ano novo é outra dose da mesma porcaria de pseudo-obrigatoriedade social de apanhar uma bebedeira, comer camarão e ir ver fogo de artifício.
 E com isto não estou a dizer que não gosto do Natal. Mas não gosto de restrições à minha liberdade. E só Deus sabe a vontade que eu este ano tinha de fazer skip de 23 para 26.

Expliquem-me os bidés

sábado, 7 de junho de 2014

3 micoses
 As eras passam, mas os bidés mantêm-se.
 Qualquer pessoa que passe pelo mal de andar à procura de uma casa em Lisboa - aka apartamentozinhos minúsculozinhos muito apertadinhos - facilmente descobre que até a mais minúsculazinhas muito apertadinha casa-de-banho tem um bidé. Porque pelos vistos não faz parte da ideia dos arquitectos/engenheiros/wtv não incluir um bidé para ganhar espaço. Como se um bidé fosse essencial. Como se houvesse alguma coisa que se possa lavar num bidé que não se lave num poliban/banheira/lavatório/alguidar. Um wc sem bidé? Que disparate!
 Ou os bidés têm alguma utilidade mágica que eu desconheça? Alguma espécie de portal para uma dimensão paralela onde existem unicórnios e oompa loompas? Para Nárnia? Contem-me tudo.

Das PDAs

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

0 micoses
 As pessoas revelam-se bastante obcessivas com as passagens de ano. Eu não compreendo porque é que as pessoas querem começar em festa um novo ano que vai ser exactamente igual a este só que com preços mais caros, impostos mais altos e ordenados mais curtos. A não ser que a vossa avó rica esteja prestes a morrer e a deixar-vos uma bela herança e aí sim, 2014 promete ser "o" ano.
 Mas não pensem que eu sou materialista. É só porque tudo o resto vai continuar a ser igual. Os homens vão continuar a não mandar sms depois de um date se não estiverem interessados, os professores vão continuar a dar negativas se fores para um exame de ressaca e a EMEL vai continuar a multar quem não pagar parquímetro.

 Hoje um amigo meu estranhou duas coisas em mim. A primeira foi eu não ter resoluções de ano novo. Eu respondi que achava que as resoluções se devem fazer ao longo do ano todo e não apenas no dia de estrear o calendário. Ele disse-me que achava que o dia 1 é um bom dia para começar uma nova promessa pois é quando as pessoas todas também o fazem, e eu disse que dispenso actos de carneirada. Toda a gente faz resoluções no dia 1, toda a gente as cumpre em Janeiro e toda a gente desiste em Fevereiro, por isso pra mim essas promessas em massa não fazem qualquer sentido. Um exemplo típico é o runner boom que se observa em Belém: um aumento exponencial do número de de corredores à beira-tejo em Janeiro, número esse que em Fevereiro já se reduziu a metade e que em Março já está reduzido aos habitués.

 A segunda coisa que ele estranhou foi eu ter-me negado aos convites para festas de passagem de ano que tive. Se no ano passado quase que chorei por não ter nenhum, este ano tive e não os aceitei. Chama-se a isto maturidade. Não me apetece ir para o Terreiro do Paço ver o fogo de artifício porque não quero começar o ano novo com uma constipação à espera eterna do Táxi. Não me apetece ir para casa de familiares ter de gramar com a final de um reality show ou com um filme qualquer daqueles que passa todos os anos. E não me apetece estar com um grupo de amigos em que metade deles são ex-namorados com novas namoradas.
 Apetece-me ficar em casa a jantar calmamente um caril e a ver The Rocky Horror Picture Show. Vou entrar em 2014 a vociferar I'm just a sweet travesti from transsexual Transylvannia.

O que faz um engenheiro? - parte I

segunda-feira, 3 de junho de 2013

2 micoses
 Adorava ver uma daquelas reportagens televisivas em que um repórter sai à rua de microfone em punho para filmar a resposta de vários transeuntes à mesma pergunta. E a pergunta seria "o que é que faz um engenheiro?".
 Você, ser que lê o meu blog: o que é que acha que faz um engenheiro?
 Tenho a sensação que a resposta da maioria das pessoas é "então um engenheiro faz... humm.... ahhhmmmmm... " (ou então "tipo, um engenheiro, tipo faz tipo cenas" caso a pessoa a responder seja sub 20).
 E não é de espantar que assim seja. Por duas principais razões:
 1 - Não é uma profissão quotidiana. Não precisamos dos serviços dos engenheiros de uma forma directa como precisamos dos serviços de um farmacêutico, de um médico, de um talhante ou de um professor.
 2 - Não é uma profissão "interessante". Ligamos a tv e vemos retratadas, em séries e filmes, vários tipos de profissões, de polícias a advogados, mas nunca engenheiros. Acho que o mais próximo disso acontecer foi a série "The Big Bang Theory", que retrata a vida de 4 nerds, um dos quais é engenheiro aerospacial. E mesmo assim, qualquer pessoa que tenha como única referência esta série ficará com a ideia de que um engenheiro é um mega nerd, que passa o dia a fazer operações matemáticas com símbolos estranhos e nos tempos livres participa num grupo de fãs do Star Wars.
 Por norma, os sites das faculdades informam acerca das saídas profissionais do curso. Mas, devido às 2 situações referidas anteriormente, isso não é uma grande ajuda. Digamos que dizer que as saídas profissionais de engenharia de ambiente são "empresas de prestação de serviços e de consultadoria" não nos ajuda muito a descortinar o que é o dia-a-dia de um engenheiro de ambiente. Ora então o senhor engenheiro acorda de manhã, lava os dentes, veste-se, dirige-se para o seu local de trabalho, que é uma empresa-de-prestação-de-serviços-e-de-consultadoria e... faz o quê? Senta-se numa secretária? Preenche papéis? Tem de se dirigir a algum lado? Usa computador? Faz contas? Pois.
 Consequências desta situação: fraca procura de cursos de engenharia pelos alunos de secundário e baixa percentagem de engenheiros formados. Não podemos esperar que as pessoas escolham tirar um curso que não sabem para que é que serve!
 Não consigo perceber como é que as faculdades de engenharia ainda não tomaram medidas no sentido de divulgar os seus cursos, enorme lacuna esta, nem como é que os próprios media não pegam nisto. Há projectos criados em Portugal (nem vou mais longe) tão mais interessantes do que qualquer Splash, Big Brother VIP, Morangos com Açúcar, etc e que ocupam tão pouco tempo de antena (ou nenhum).
 E é por estas e por outras que quando vejo um discurso político de apelo à produtividade do país, não posso deixar de soltar uma gargalhadinha de ironia.

Futebol metafórico

domingo, 25 de março de 2012

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 Numa relação, cada pessoa desempenha o papel de um árbitro e de jogar simultaneamente.
 À medida que o jogo avança, será natural que o jogador a ser avaliado vá cometendo algumas faltas. Qualquer jogador, por mais experiente, determinado e empenhado que seja nunca será perfeito, e ouvirá sempre um apito do árbitro de vez em quando.
 Como nem sempre as coisas correm bem, eventualmente o jogador poderá cometer uma penalidade mais grave, que o fará receber um cartão amarelo. E aí está avisado. À próxima asneira do mesmo nível, é expulso do jogo. E a penalidade pode ser tamanha a ponto de um cartão vermelho o expulsar  do campo imediatamente.
 A sustentabilidade de uma relação acaba por não depender apenas do desempenho do jogador, mas também do árbitro. Já se sabe que há árbitros que seguem a lei à risca, e há aqueles que fecham facilmente os olhos a muita coisa...
 Mesmo assim, se um jogador leva um cartão amarelo no futebol real, o árbitro não se fixa nesse ponto, e deixa o jogo prosseguir da mesma forma. Agora no futebol metafórico... Seguido a um cartão amarelo, o jogo já não corre da mesma maneira. O árbitro redobra a sua atenção aos movimentos em campo e fica, de certa forma, à espera, de ter de atribuir o próximo cartão amarelo, o qual, já se sabe, é definitivo. E vulgarmente simboliza não só a saída do jogador, mas também que este não voltará a jogar por tempo indeterminado ou infinito.

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